[GUFSC] [Fwd: [Ine5319-0532] Together 6.0]

Aguinaldo Silveira e Silva gufsc@das.ufsc.br
Fri, 20 Dec 2002 15:25:33 -0500


Acredito que embora o GUFSC seja essencialmente para discussão, difusão, 
conhecimento e utilização de software livre, todas as opiniões de 
membros da lista, que tenham real interesse no assunto, devem ser 
ouvidas. Excluir alguém por alguma opinião que divirja da  corrente 
principal do nosso pensamento, está fora de questão. Pelo contrário, 
tais opiniões criam discussões e permitem clarificar questões 
filosóficas relacionadas ao software livre.
    Estou escrevendo duas ou três  páginas com uma pequena introdução ao 
GNU/Linux, para usar no próximo semestre nas aulas de Sistemas de 
Controle. Um dos problemas que senti foi o completo desconhecimento dos 
alunos sobre UNIX. Assim a primeira aula de laboratório  será usada para 
uma breve introdução ao GNU/Linux.  Isto leva a duas questões que já 
discutimos na lista: os mini-cursos e uma discussão da experiência da 
graduação livre.
    Por mais interessantes que sejam as discussões na lista e as nossas 
reuniões periódicas, vamos continuar sempre um grupo reduzido se não 
fizermos um esforço para que outros aprendam a utilizar o GNU/Linux e a 
partir dai software livre (acredito que o eixo principal da nossa 
atuação deve ser um SO Unix livre).  Estabelecer um calendário para 
março e ter um texto, mesmo que não completamente polido, para iniciar, 
deveriam ser prioridades para o  grupo.
  A avaliaçào da experiência da Graduação livre pode nos ajudar a evitar 
alguns problemas futuros e consolidar a experiência. Acho que março é 
uma boa época para esta discussão.

Aguinaldo


Ederson Torresini wrote:

>	Ricardo, calma bicho. Eu vim pra ajudar... :)
>	
>
>  
>
>>>	Mas o que tenho percebido é que não tem se discutido a usabilidade
>>>e a qualidade do software livre.
>>>      
>>>
>>Acho que isto acontece muitas vezes pois existem muitos softwares e nós 
>>somos poucos usuários, além disso acho que ninguém aqui é desenvolvedor 
>>  de um grande pacote de software livrenos. Isto faz com que quando 
>>achamos algum software livre nós simplesmente usamos e não perdemos 
>>tempo dizendo ``ah, esse software tem uma interface que é um lixo'', 
>>``ah, é muito difícil de usar''.
>>    
>>
> 
>	Penso não somente em bons usuários, mas toda e qualquer pessoa que 
>possa usar um computador. Se pode usar um computador, por que não usar
>software livre? Esqueçam os vícios de uso de um Microsoft (arrastar, 
>Ctrl+C e Ctrl+V). Não gostaria que os softwares tivessem mais cores, mais
>atrativos, o que quero dizer é que a ferramenta "computador" é de difícil 
>acesso ainda, e nesse caso vejo o software livre muito mais acessível que 
>o comercial, com muito mais liberdade de escutar os usuários e fazer 
>adaptações e melhorias.
>
> 
>  
>
>>>Não podemos jamais cair na alienação do software livre como 
>>>a melhor solução para todas as situações.
>>>      
>>>
>>Se você considera assim a questão não posso mudar a tua opinião, mas 
>>peço que as discussões sobre softwares proprietários sejam feitas em 
>>outras listas. Ninguém está aqui para ser convencido a abrir mão da 
>>liberdade para usar um software proprietário.
>>    
>>
>
>	Ricardo, dependendo do problema encontrado, da situação em que se 
>deve aplicar uma solução ou software, reafirmo que softwares livres não 
>são 100% a melhor escolha. Há casos, sim, em que softwares proprietários 
>são melhores. Essa alienação é que não deve acontecer: de que os softwares 
>livres são melhores sempre (pensar assim é mais comum do que parece).
>	E nesses pontos onde os comerciais têm vantagem é que podem 
>aparecer alternativas livres. Ao contrário do que foi entendido, não 
>defendo esse ou aquele. Muito pelo contrário, tendo essa visão mais global 
>é que pode-se vislumbrar novos softwares livres, melhores do que já 
>existe hoje (comercial ou não)...
>
>
>  
>
>>>Embora o custo, a acessibilidade 
>>>ao código-fonte e uma vasta rede de programadores pelo mundo (testando 
>>>inclusive os softwares) sejam pontos fortíssimos para a disseminação e 
>>>ampla utilização de SOs como o Linux,  o mercado não fica à espera para
>>>reagir com melhores serviços ou produtos.
>>>      
>>>
>>O problema colocado deste ponto de vista é das empresas que desenvolvem 
>>software livre que como parte de um negócio.
>>    
>>
>
>	Por que só dessas empresas?
>
> 
>  
>
>>>O Together, como foi comentado, 
>>>é proprietário, mas pode ser (não conheço) muito bom. Não seria o caso de 
>>>ver o que ele tem de interessante, por exemplo? Se ele for bom, por que 
>>>não montar um grupo de desenvolvedores catarinenses - já que SC é 
>>>referência de software no Brasil - para desenvolver uma solução livre (e 
>>>melhor)?
>>>      
>>>
>>Mas então a atitude correta seria postar na lista uma mensagem dizendo 
>>que alguém tem determinado software _proprietário_ X que tem 
>>funcionalidade xxx que não está presentes no software _livre_ Y que 
>>muitos estão usando. Daí seguiria uma sugestão que algum de nós 
>>programasse uma funcionalidade yyy no Y, análoga a xxx do X. Entretanto 
>>não foi com esta moral que o assunto foi abordado.
>>    
>>
>
>	Bom, como eu não uso essas ferramentas, se alguém conhecer o 
>Together e outras soluções livres, por favor divulgue as diferenças - 
>acho que assim teremos a devida contribuição.
>
> 
>  
>
>>Acho ótima a idéia de colaborarmos com os projetos de software livre ou 
>>mesmo iniciar um próprio. Se você puder colaborar neste sentido seria ótimo.
>>    
>>
>
>	A minha contribuição tem sido mais com bugs do OpenBSD. Além 
>disso, acho que 99% das pessoas programa melhor que eu. Eu prefiro 
>divulgar o software livre, defender a sua bandeira, do que programar. 
>Rende mais. Se precisarem, só chamar.
>
>
>  
>
>>Aproveitando gostaria que os desenvolvedores de software livre se 
>>manifestassem na lista para sabermos com quem poderíamos contar numa 
>>eventual necessidade. (Informem seu preço e disponibilidade também)
>>    
>>
>
>	Há algum grupo aberto desenvolvedor de software livre no Estado? 
>Que reúna programadores com esse objetivo? Normalmente há grupos de 
>programadores que se conhecem em laboratórios, etc. Mas há algum de âmbito 
>maior?
> 
> 
>  
>
>>>	Houve, sim, um engano, ao incluir livre com proprietário. Mas será 
>>>que não estamos perdendo alguma coisa simplesmente ignorando os softwares 
>>>proprietários? Antes ficar perto do inimigo que não saber onde ele está...
>>>      
>>>
>>Como usuário de software livre acho que *não*, pois não adianta um 
>>usuário de software livre saber que existe um software proprietário que 
>>faz determinada coisa que os softwares livres não fazem. Ele 
>>simplesmente não vai poder fazer aquilo. É uma questão de aceitar a 
>>diferença. Ou então virar desenvolvedor e fazer as modificações desejadas.
>>
>>Como desenvolvedor de software livre acho que é provável. A idéia na 
>>verdade é pegar os bons exemplos para fazer um software melhor. Não 
>>interessa se é software livre ou proprietário. Entretanto copiar 
>>funcionalidades de um software proprietário para ser perigoso pois ele 
>>pode ter funcionalidades patenteadas como o caso antigo do recálculo em 
>>ordem natural nas planilhas eletrônicas.
>>    
>>
>
>	Bom, chegamos onde eu queria. A falta de visão da maioria das 
>pessoas da área, digo isso da informática como um todo, é que ainda se 
>desenvolve software para o computador, não para  o usuário. Não estou 
>fugindo do assunto, estou é dizendo que software livre é feito por 
>pessoas, podendo ser para as pessoas. Softares comerciais conseguem o 
>mesmo? A limitação que essa última tem é que a mantém assim.
>	Sabendo não o que os softwares possuem, mas o que as pessoas 
>QUEREM, faremos assim softwares melhores para elas.
> 
> 
>  
>
>>>	O tio Bill não se mantém no seu trono de luxúria ficando de costas 
>>>para os outros...
>>>      
>>>
>>PS: Você sabe o que é luxúria? Acho que você acabou dando um sentido 
>>muito louco para esta frase.
>>    
>>
>
>	Se entender luxúria como libertinagem numa conotação sexual, vai 
>achar louco mesmo. Mas se entender luxúria como libertinagem sendo uma 
>devassidão de princípios, pode-se dar um sentido de corrupção de atos e, 
>consequentemente, abuso de direitos, perversão, etc.
>
>
>--
>
>	Ricardo, e sejamos sinceros: eu não vim aqui pra medir forças...
>
>	Quando eu entrei na lista de OpenBSD houve o mesmo caso: se eu não 
>adotasse a postura comum do grupo, era excluído. A lista de *discussão*, 
>na minha opinião, é para isso: discutir. Software livre é bom? Muito, 
>tanto é que eu só uso isso hoje. Mas ele tem falhas, como todos têm. E não 
>quero que isso passe em branco. Administrando redes, percebo que as 
>pessoas não usam software livre porque têm medo, receio, etc. Falta 
>divulgação, acessibilidade? Sim. Mas falta também a abertura de grupos de 
>usuários de software livre em mostrar as suas vantagens.
>
>	Conversando com um sociólogo daqui da UFSC, ele fez um paralelo 
>dos usuários do software (livre|comercial) e dos (negros|brancos). Pior 
>que a discriminação explícita, é a discriminação implícita. 
>
>	Gostaria de permanecer na lista, discutindo, contribuindo, até 
>reclamando. Gostaria de ter essa liberdade de expressão. Se posso escolher 
>o software, por que não posso dizer o que penso?
>
>Grato, Ederson
>
>
>_______________________________________________
>GUFSC mailing list
>GUFSC@das.ufsc.br
>http://www.das.ufsc.br/mailman/listinfo/gufsc
>
>
>  
>